É A ECONOMIA, ESTÚPIDO! – Com cuspo e com jeito não há buraco de contribuinte estreito!
11 Nov

É A ECONOMIA, ESTÚPIDO! – Com cuspo e com jeito não há buraco de contribuinte estreito!

Olá, amiguinhos que estão quase quase a trabalhar por uma malga de arroz e meio chop-soy de couve lombarda! Pois é, os chineses estão prestes a comprar a nossa dívida, e em troca pedem apenas que comecemos a dizer “Eulopa” e “Dulão Baloso” e a aceitar que o “Salkozy” tem afinal uma estatura normal.

E perguntam-se vocês: como é que chegámos ao ponto em que a única solução para Portugal é ser comprada por tipos com nomes como Lee Pi Xot ou Cag Nee So? Eu explico.

Os meninos sabem que a nossa dívida é composta por uma parte pública, outra privada e ainda outra por rendas vencidas da sede de campanha do Fernando Nobre? Óptimo.

Então, o truque para limpar os contribuinte é muito simples: pegamos na dívida privada que acumulámos em especulação, prostitutas esquimós e outras extravagâncias, e transformamos em dívida pública. Desta forma, quem paga é o contribuinte. Já o Fernando Nobre terá de tratar com o senhorio sozinho. Ele que pague em cogumelos que permitem alucinar com a vitória, já que parece ter de sobra.

A China vai comprar Portugal e transformá-lo em lenha para aquecer o ideal socialista
A China vai comprar Portugal e transformá-lo em lenha para aquecer o ideal socialista

Anyhoo, como é que se manda as nossas dívidas para o Estado, perguntam vocês? Também quero que o Estado fique com o crédito que fiz para adquirir aqueles sofás da Moviflor com padrão de cornucópias, pensam vocês. Pois, mas não é para todos, seus seres rastejantes que compram reposteiros.

Primeiro acumulamos uma dívida jeitosa para a empresa. Seja via especulação financeira, seja por gastos extravagantes desde que entrem na contabilidade da empresa. Uma das minhas empresas pagou as mamas da Luciana Abreu, por exemplo. Se acumular a dívida por simples roubo em proveito próprio, não esqueça de colocar o produto num paraíso fiscal. Excepto na Suíça em nome de um sobrinho taxista. Está muito visto.

Depois, com a conivência dos bancos, colocamos a dívida das nossas empresas nos mercados financeiros onde a especulação trata de jogar e apostar com ela, tal qual como fazemos numa luta na lama de emigrantes romenas nuas. Quando terminar o frenesim das apostas, a banca terá absorvido a totalidade das dívidas, tal Isaltino absorve fundos de campanha, e estará em sérios riscos de colapso.

Com o colapso da banca, sucederia o colapso do país e até talvez de Massamá Norte, pelo que o Estado intervém… e paga a dívida da banca com o dinheiro dos contribuintes. Quem é que f*deu? Nós! Quem foi f*dido? Vocês! É só mais um dia de trabalho.

É a Economia, lusus anus abertus.


Nota do autor (2015): Pedro Biltre Farfalho é um personagem fictício, supostamente versado em economia. Com uma personalidade estúpida e machista, foi o primeiro neo-liberal português, já que todos os textos foram escritos numa era pré-Passos. E por neo-liberal entenda-se, um prestador de serviços que está onde está o dinheiro.