É A ECONOMIA, ESTÚPIDO! – Vamos colocar a palavra “cagasti” no dicionário? Vamos a isso.
11 Ago

É A ECONOMIA, ESTÚPIDO! – Vamos colocar a palavra “cagasti” no dicionário? Vamos a isso.

Uffff que caloraça! Já não sentia assim tanto calor desde que entrei no cofre do BPN e dei de caras com fundos tropicais depositados num banco em Cabo Verde. Ah e bendito desemprego, que obrigou os incendiários portugueses a emigrar para a Rússia. É que com mais fogos em Portugal o calor tornava-se insuportável ao ponto de gratinar os mais resistentes piolhos púbicos de um camelo afegão.

Anyhoo, anda aí agora uma campanha muito engraçada de uma marca de icetea para colocar a palavra “mudasti” no dicionário. Para esse peditório comigo não contam. Eu não bebo chá. Antes do Goucha começar a beber chá, tinha um bigode à Zezé Camarinha e gostava de mulheres. Não, comigo não, que quero continuar a ser homem. Aliás, daqui a pouco vou receber a Diana Chaves para lhe tentar branquear os dentes recorrendo à broca fálica e vou usufruir disso até aos dentes de sizo.

Com este calor não deve haver nada mais fresquinho do que fazer sexo com o cartaz das pastilhas da Diana Chaves
Com este calor não deve haver nada mais fresquinho do que fazer sexo com o cartaz das pastilhas da Diana Chaves

Decidi assim mostrar-vos que incluir a palavra “cagasti” no dicionário faz ainda mais sentido do que mandar prender o Dias Loureiro por fananço qualificado ou mandar abater o Miguel Relvas por tentar fazer política. Senão vejam.

O Engenheiro Sócrates foi ilibado do caso Freeport porque a procuradora Cândida Almeida “cagasti” para o pedido dos seus magistrados para ouvir o senhor do nariz parecido com uma alfarroba. Por sua vez os magistrados “cagasti” para a sua chefe e colaram as perguntas a fazer a Sócrates no despacho de arquivamento, da mesma forma que a Ana Malhoa fica colada ao sentar-se no tampo de uma mesa de vidro.

A imprensa “cagasti” para o ilibar de Sócrates e continuam a atacá-lo ferozmente tal Fernando Mendes carrega sobre uma rulote de farturas. O jornal Sol, que havia “cagasti” para reportar a verdade faz anos, continua a cozer o Primeiro Ministro em lume brando a cargo da chef Felícia Cabrita. Já Manuela Moura Guedes parece que tem uma palavra a dizer sobre o processo mas toda a gente “cagasti” para ela.

Com isto tudo o Primeiro Ministro “cagasti” para todos e foi de férias com a ex-mulher, um livro de Gore Vidal e a cabeça do Procurador-Geral Pinto Monteiro debaixo do braço.
Por tudo isto e muito mais, vamos incluir a palavra “cagasti” no nosso dicionário, já que no jargão da justiça já consta há muito.

E é a Economia, povo penico. Vou-me. Quero apanhar a Diana Chaves no elevador porque já faz dois meses que ela insiste em diariamente “cagasti” para mim. Hoje é que é. Corda, clorofórmio, editoriais do jornal Sol caso ela não adormeça à primeira. Está tudo. Adeus.


Nota do autor (2015): Pedro Biltre Farfalho é um personagem fictício, supostamente versado em economia. Com uma personalidade estúpida e machista, foi o primeiro neo-liberal português, já que todos os textos foram escritos numa era pré-Passos. E por neo-liberal entenda-se, um prestador de serviços que está onde está o dinheiro.